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Será que estresse engorda? Quando pensamos nos fatores que podem levar ao ganho de peso, logo vem em nossa mente: comida e em alguns casos, a genética.

Mas o que muita gente não sabe, é que fatores como o estresse podem influenciar no aumento de peso também.

O estresse engorda pois está relacionado tanto diretamente quanto indiretamente no ganho de peso visto que influencia no sono, no aumento da fome, entre outros aspectos.

estresse engorda

Um estudo publicado em 2009 pelo American Journal of Epidemiology mostrou que os estresses do dia a dia podem trazer malefícios a saúde.

Estresse engorda? Quando estão passando por problemas, as pessoas tendem a mudar seus padrões alimentares, em geral, apresentam episódios de compulsão alimentar e tendem a consumir menos vitaminas e minerais e um alto consumo de gorduras, carboidratos e açúcares.

Quando passamos por estresse, temos a ativação da via hipotálamo-pituitária-adrenal – eixo HPA – que aumenta a atividade simpática e a liberação de hormônios do estresse (cortisol).

Estudos têm mostrado que quando indivíduos passam por situações de estresse, eles tem um aumento agudo de glicose, insulina e cortisol.

Além disso, o estresse pode causar alterações hormonais que são responsáveis pelo ganho de peso e um deles é o cortisol, que esta associada à gordura abdominal.

Tudo isso contribui para afirmação de que estresse engorda.

De acordo com o estudo norte-americano, é possível que o estresse estimule uma complexa interação entre o cortisol e a grelina (o hormônio responsável pelo aumento de apetite).

Ao passo que, o estresse também reduz os níveis de leptina (hormônio responsável por reduzir a fome).

Logo, estresse engorda porque aumenta sua fome e “confunde” sua percepção de saciedade (você acaba “comendo sem parar”).

O cortisol (hormônio do estresse) tem função de regulação endócrina (como o controle da sensibilidade a insulina) e metabólica. Além de contribuir para o processo de adipogênese e aumento da gordura visceral.

Como já foi falado, o estresse engorda pois foi observado no longo prazo o aumento do cortisol está relacionado com o aumento do consumo de alimentos com alto teor calórico, rico em gorduras e açúcar.

Entretanto, o aumento de peso e, sobretudo, de gordura visceral, aumenta a síntese e liberação de citocinas inflamatórias, como TNF-α e IL-6, aumentando a inflamação crônica e o estresse oxidativo.

Por consequencia, acaba estimulando o eixo HPA e favorece o aumento da secreção de cortisol / estresse.

Estresse engorda? Além de influenciar na ingestão alimentar, causa-se um aumento no risco de resistência a insulina, síndrome metabólica e doença cardiovascular, visto que estudos sugerem que o aumento do cortisol reduz os níveis de zinco, um mineral importante no metabolismo de secreção da insulina.

Além de que, a inibição da enzima 11b-dehydrogenase, expressa no tecido adiposo e responsável pela ativação do cortisol, esta relacionada com a melhora da sensibilidade a insulina.

O estresse também afeta a glicemia, pois inibe a translocação do GLUT-4 para a membrana plasmática.

Como já foi dito, estresse engorda e pode causar episódios de compulsão alimentar, além de hábitos alimentares ruins.

Contudo, também pode ocorrer o contrario. Particularmente quando eu estou estressado eu acabo perdendo a fome. Isso varia de pessoa para pessoa.

diz Bruno Rodrigo, fundador da BR da Nutrição.

Uma alimentação rica em alimentos processados e ultraprocessados, rica em gorduras, açúcar e aditivos, podem causar deficiência de vitaminas e minerais.

Essas deficiências, como de vitamina D, folato, vitamina B6, vitamina B12 e ômega 3 podem aumentar a susceptibilidade ao estresse e até a depressão.

Sabemos como o estresse engorda e afeta diretamente no ganho de peso, mas a verdade é que não existe uma formula exata para evitar isso.

É preciso saber lidar com a situação estressante e, se possível, “cortar o mau pela raiz”. Evitar ao máximo se estressar e manter os hábitos saudaveis, como:

Uma alimentação balanceada, rica em frutas, verduras e vegetais, com alimentos ricos em magnésio, ômega-3, fibras, probióticos e triptofano, podem auxiliar no combate ao estresse, além de aumentar os níveis de serotonina – conhecida como hormônio da felicidade e do prazer – e diminuir o cortisol e a adrenalina, que estão relacionados ao estresse.

5 Alimentos que Ajudam a Diminuir o Estresse

Estresse engorda? Veja então abaixo alguns alimentos que combatem o estresse.

Peixes

Peixes são ricos em ômega-3 e essas gorduras “boas” ajudam a diminuir os hormônios do estresse, além de combater a depressão.

Chocolate Meio Amargo

Chocolates com alto teor de cacau (70% ou mais) possuem propriedades que aliviam o estresse, além de ser um alimento em que a grande maioria aprecia, é rico em triptofano.

Abacate

Abacate é rico em potássio e ácidos graxos monoinsaturados que além de auxiliar na pressão arterial, também ajudam no combate a depressão.

Estudos mostram que as gorduras presentes no abacate podem melhorar a absorção de serotonina e diminuir o estresse.

abacate para redução do estresse

Aveia

O consumo de fibras, além de promover benefícios a saúde intestinal, também ajuda a regular os níveis de açúcar no sangue (glicemia) e aumentar a sensação de saciedade.

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Espinafre

O espinafre é rico em magnésio. Estudos sugerem que esse nutriente pode ajudar no tratamento do estresse crônico e da ansiedade, visto que melhora a função cerebral.


Por fim, ter uma alimentação saudável e balanceada, praticar exercícios físicos, além de manter o peso corporal saudável são fatores essenciais para melhorar a qualidade de vida, tendo em vista que o estresse engorda e interfere em outras áreas como: qualidade do sono, relacionamentos e nos hábitos.

nutricionista gabriela vasques

Artigo escrito por: Nutricionista Gabriela Vasques IG @nutri_gabyvasques – Contato & Agendamentos: (11) 97431-2466

Participação e revisão: Bruno Rodrigo

Referencias:

HEWAGALAMULAGE, S.d. et al. Stress, cortisol, and obesity: a role for cortisol responsiveness in identifying individuals prone to obesity. Domestic Animal Endocrinology, [s.l.], v. 56, p. 112-120, jul. 2016.

MORAIS, J. B. S. et al. Association Between Cortisol, Insulin Resistance and Zinc in Obesity: a mini-review. Biological Trace Element Research, [s.l.], v. 191, n. 2, p. 323-330, 7 jan. 2019.

TOMIYAMA, A. Janet et al. Stress and Obesity. Annual Review Of Psychology, [s.l.], v. 70, n. 1, p. 703-718, 4 jan. 2019.

URBANETTO, Janete de Souza et al. Estresse e sobrepeso/obesidade em estudantes de enfermagem. Rev Lat Am Enfermagem, Rio Grande do Sul, v. 27, n. 1, p. 2-10, out. 2019.

VALK, Eline S. van Der et al. Stress and Obesity: are there more susceptible individuals?. Current Obesity Reports, [s.l.], v. 7, n. 2, p. 193-203, 16 abr. 2018.

VAN ROSSUM, Elisabeth F.c.. Obesity and cortisol: new perspectives on an old theme. Obesity, [s.l.], v. 25, n. 3, p. 500-501, 23 fev. 2017.

Estudo mostra como o estresse engorda. Correio Braziliense. Brasilia, p. 01-02. jul. 2009.

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Sobre o Autor

Nutri Gabriela Vasques
Nutri Gabriela Vasques

CRN-3 53245 Especialista em Nutrição Clinica, São Paulo - SP Agendamentos: (11) 97431-2466

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