A testosterona também é um hormônio importante para a saúde da mulher. Embora normalmente seja lembrada como um hormônio masculino, ela participa da manutenção da massa muscular, libido, disposição, saúde óssea e bem-estar feminino.

Durante a menopausa, os níveis de testosterona podem diminuir juntamente com outros hormônios, contribuindo para sintomas como fadiga, perda de força, redução do desejo sexual e alterações da composição corporal.

Mas afinal:

  • quando a testosterona está baixa?
  • quais são os valores normais?
  • vale a pena fazer reposição?
  • testosterona ajuda a emagrecer?

Neste guia completo você entenderá o que a ciência sabe atualmente sobre testosterona na menopausa.

Testosterona Baixa na Menopausa: Quais os Sintomas?

Durante a menopausa, é natural que os níveis de testosterona diminuam gradualmente, assim como acontece com outros hormônios femininos. No entanto, nem toda mulher com testosterona mais baixa apresentará sintomas, e nem todos os sintomas da menopausa podem ser atribuídos exclusivamente a esse hormônio.[1]

Quando existe uma deficiência significativa, alguns sinais podem surgir ou se tornar mais evidentes:

Perda da libido

A diminuição do desejo sexual é uma das alterações mais frequentemente associadas à queda da testosterona feminina. Algumas mulheres relatam redução do interesse por relações sexuais, menor frequência de pensamentos sexuais e dificuldade em sentir excitação. Entretanto, fatores emocionais, qualidade do relacionamento, sono e níveis de estrogênio também exercem grande influência sobre a libido.[2][3]

Fadiga e falta de energia

Sentir-se constantemente cansada, mesmo após uma boa noite de sono, pode ser uma das manifestações da queda hormonal. A testosterona participa de diversos processos relacionados ao metabolismo energético e ao funcionamento muscular, embora a fadiga tenha causas variadas e deva sempre ser investigada de forma ampla.

Perda de massa muscular

Com o envelhecimento e a menopausa ocorre uma tendência natural de perda de massa magra (sarcopenia). Quando os níveis hormonais diminuem, essa perda pode ser mais acentuada, dificultando a manutenção da força e da composição corporal.

Dificuldade para ganhar força

Mesmo realizando musculação regularmente, algumas mulheres percebem menor evolução nos treinos, recuperação mais lenta e dificuldade para aumentar cargas. A testosterona participa dos mecanismos de síntese proteica e adaptação muscular, embora treinamento e ingestão adequada de proteínas continuem sendo determinantes.

Recuperação muscular mais lenta

Após exercícios físicos, pode haver maior sensação de fadiga muscular e demora para recuperar o desempenho entre os treinos. Esse quadro costuma ser multifatorial, envolvendo idade, alimentação, qualidade do sono e alterações hormonais.

Redução da disposição

A queda da testosterona também pode estar associada à diminuição da vitalidade e da motivação para atividades do dia a dia. Algumas mulheres relatam sensação de “menos energia para viver”, embora esse sintoma também possa estar relacionado a alterações do estrogênio, distúrbios do sono ou até depressão.

Sensação de redução do bem-estar

Além dos sintomas físicos, algumas mulheres descrevem uma piora global da qualidade de vida, com menor sensação de bem-estar, autoestima e satisfação pessoal. Por isso, a avaliação hormonal deve sempre considerar o conjunto dos sintomas e não apenas o resultado de um exame.

Quais Sintomas de Testosterona Alta na Menopausa para Mulheres?

Embora a reposição de testosterona possa ser benéfica, níveis excessivamente altos podem provocar uma série de sintomas indesejados. Entre os sintomas mais comuns de testosterona alta na menopausa, incluem-se:

  1. Aumento da acne e oleosidade da pele: O excesso de testosterona pode estimular as glândulas sebáceas, resultando em acne e pele mais oleosa.
  2. Crescimento excessivo de pelos: O hirsutismo, ou crescimento excessivo de pelos faciais e corporais, pode ocorrer.
  3. Alterações na voz: Em alguns casos, a voz pode tornar-se mais grave.
  4. Agressividade e irritabilidade: Mudanças de humor, incluindo aumento da agressividade e irritabilidade, são possíveis.
  5. Aumento do clitóris: A clitoromegalia, ou aumento do clitóris, pode ser um sinal de testosterona excessiva.

Quais os Valores Mais Comuns de Testosterona em Exames Quando se Está na Menopausa ou Próximo Dela?

Os níveis de testosterona na menopausa podem variar amplamente entre as mulheres nessa fase. Geralmente, os valores normais de testosterona total para mulheres adultas variam de 15 a 70 ng/dL.

Durante a menopausa, esses níveis podem diminuir, levando a sintomas como fadiga, diminuição da libido e perda de massa muscular.

Nos casos de reposição hormonal (TRH), os médicos visam manter os níveis de testosterona dentro dessa faixa, ajustando a dosagem conforme necessário para aliviar os sintomas sem causar efeitos adversos.

testosterona na menopausa

Quando Fazer Exame de Testosterona na Menopausa?

Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, a dosagem de testosterona não faz parte dos exames de rotina para todas as mulheres na menopausa.

Geralmente, esse exame é solicitado quando existem sintomas sugestivos de deficiência hormonal, como queda importante da libido, fadiga persistente, perda de massa muscular ou quando o médico está investigando outras alterações hormonais.

Veja tambem 7 Principais Exames na Menopausa

Também pode ser utilizado durante o acompanhamento de mulheres que já fazem terapia hormonal, ajudando a monitorar se os níveis permanecem dentro da faixa considerada fisiológica para o sexo feminino.

É importante lembrar que o resultado isolado raramente confirma ou descarta a necessidade de tratamento. A interpretação depende da história clínica, sintomas apresentados, idade, uso de medicamentos e da avaliação conjunta de outros exames, como testosterona livre, SHBG, estradiol, FSH e LH.

Por esse motivo, nunca é recomendado interpretar o exame sem orientação médica.

Qual Dosagem Recomendada de Testosterona na Menopausa para Mulheres?

Não existe uma dose única de testosterona indicada para todas as mulheres na menopausa.

A dose depende:

  • sintomas;
  • exames;
  • idade;
  • riscos;
  • resposta clínica.

O objetivo da reposição é utilizar a menor dose capaz de melhorar os sintomas sem ultrapassar a faixa fisiológica feminina.

A dosagem de testosterona na menopausa pode variar significativamente de acordo com as necessidades individuais de cada mulher. Normalmente, a dosagem é ajustada com base nos níveis hormonais existentes, sintomas apresentados e resposta ao tratamento.

A dosagem recomendada geralmente varia entre 0,5 a 2 mg por dia quando administrada em forma de gel, creme ou adesivo transdérmico. É essencial que a dosagem seja determinada e monitorada por um médico especialista, pois o excesso de testosterona pode causar efeitos adversos.

Como interpretar o exame de testosterona?

A interpretação do exame nunca deve ser feita isoladamente. Mulheres com valores semelhantes podem apresentar sintomas completamente diferentes.

Por isso, além da testosterona total, o médico pode avaliar:

  • testosterona livre;
  • SHBG;
  • DHEA-S;
  • estradiol;
  • FSH;
  • LH.

Toda Mulher na Menopausa Precisa Repor Testosterona?

Não. A reposição de testosterona não é indicada para todas as mulheres que entram na menopausa.

Embora a produção hormonal diminua naturalmente com o envelhecimento, isso não significa que exista obrigatoriamente uma deficiência que precise ser tratada.[7]

A decisão pela reposição deve considerar diversos fatores, como intensidade dos sintomas, impacto na qualidade de vida, exames laboratoriais e presença de contraindicações. Em muitas situações, mudanças na alimentação, prática de atividade física, melhora do sono e controle do estresse já promovem melhora significativa dos sintomas.

Quando indicada, a terapia deve ser individualizada, utilizando doses fisiológicas e acompanhamento periódico para reduzir o risco de efeitos adversos.

Como Repor Testosterona na Menopausa para Mulheres?

Existem várias formas de repor testosterona na menopausa, cada uma com suas vantagens e desvantagens:

  1. Géis e cremes transdérmicos: Aplicados diariamente na pele, esses produtos permitem uma absorção controlada da testosterona.
  2. Adesivos transdérmicos: Colocados na pele, liberam testosterona de forma contínua ao longo do tempo.
  3. Implantes bioabsorvível subcutâneos: Pequenos pellets de testosterona ou chips são implantados sob a pele, liberando o hormônio de forma gradual.
  4. Injeções: Podem ser administradas semanal ou mensalmente, dependendo da formulação.

É crucial que qualquer forma de reposição seja supervisionada por um profissional de saúde para garantir a segurança e eficácia do tratamento.

Gel de Testosterona

O gel de testosterona é uma das formas mais utilizadas de reposição hormonal feminina. Aplicado diariamente sobre a pele, permite absorção gradual do hormônio, proporcionando níveis mais estáveis ao longo do dia.[4]

Uma das principais vantagens é a facilidade para ajustar a dose conforme a resposta clínica da paciente, permitindo aumentos ou reduções quando necessário.

Por exigir aplicação diária, a adesão ao tratamento é importante para manter níveis hormonais mais constantes.

Implantes Hormonais

Os implantes hormonais consistem em pequenos dispositivos colocados sob a pele que liberam testosterona lentamente durante vários meses.

Sua principal vantagem é a praticidade, já que não exigem aplicações diárias. No entanto, como a dose não pode ser modificada facilmente após o implante, essa opção não é adequada para todas as pacientes.[5]

A indicação deve ser individualizada, considerando sintomas, histórico clínico e acompanhamento médico regular.

Injeções de Testosterona

As formulações injetáveis apresentam duração maior quando comparadas aos géis, podendo ser aplicadas semanalmente, quinzenalmente ou em intervalos maiores, dependendo do medicamento utilizado.

Apesar da praticidade, exigem acompanhamento cuidadoso, pois oscilações hormonais podem ocorrer conforme a formulação e o intervalo entre as aplicações.

O monitoramento clínico e laboratorial é essencial para avaliar eficácia e minimizar possíveis efeitos colaterais.

Para Que Serve a Testosterona na Menopausa? Qual Sua Função?

A testosterona na menopausa desempenha várias funções importantes, incluindo:

  • Manutenção da massa muscular: Ajuda a prevenir a perda muscular, comum durante a menopausa.
  • Libido e função sexual: Contribui para a manutenção do desejo sexual e da função sexual.
  • Energia e bem-estar: Pode ajudar a melhorar a energia, o humor e o bem-estar geral.
  • Densidade óssea: Auxilia na manutenção da densidade óssea, reduzindo o risco de osteoporose.

Testosterona Ajuda na Massa Muscular?

A testosterona participa dos mecanismos responsáveis pela manutenção da massa muscular e pela síntese de proteínas, razão pela qual sua redução pode contribuir para a perda gradual de músculos durante o envelhecimento.[6]

Quando existe deficiência hormonal comprovada, a reposição pode ajudar a preservar massa magra e favorecer a resposta ao treinamento de força. Entretanto, seus efeitos costumam ser mais relevantes quando associados à musculação regular e ao consumo adequado de proteínas.

Vale destacar que nenhuma terapia hormonal substitui hábitos saudáveis. Exercício físico, alimentação equilibrada e ingestão adequada de proteínas continuam sendo os principais fatores para manutenção da massa muscular após a menopausa.

Testosterona Melhora a Libido?

A libido feminina depende de diversos fatores físicos, hormonais, emocionais e relacionais. A testosterona é apenas uma das peças desse complexo sistema.

Em mulheres com deficiência hormonal e diminuição importante do desejo sexual, a reposição pode contribuir para melhora da libido e da satisfação sexual. Entretanto, quando a perda do desejo está relacionada a fatores emocionais, conflitos no relacionamento, estresse ou alterações do estrogênio, apenas aumentar a testosterona dificilmente resolverá o problema.

Por isso, a avaliação deve sempre considerar a mulher de forma integral.

Testosterona Melhora a Disposição?

Algumas mulheres relatam melhora da energia, vitalidade e sensação de bem-estar após a reposição hormonal quando existe deficiência comprovada.

Isso pode ocorrer porque a testosterona participa de processos relacionados ao metabolismo, função muscular e desempenho físico.

Ainda assim, fadiga é um sintoma inespecífico e pode estar relacionada a anemia, alterações da tireoide, deficiência de vitaminas, distúrbios do sono ou depressão. Portanto, antes de atribuir esse sintoma exclusivamente aos hormônios, é importante investigar outras possíveis causas.

Testosterona Protege os Ossos?

Embora o estrogênio seja o principal hormônio envolvido na manutenção da saúde óssea feminina, a testosterona também exerce um papel importante na preservação da densidade mineral óssea.

Ela contribui indiretamente ao favorecer a manutenção da massa muscular, melhorar o desempenho físico e estimular a prática de exercícios de força, fatores que ajudam na saúde dos ossos.

No entanto, a prevenção da osteoporose envolve um conjunto de medidas, incluindo ingestão adequada de cálcio e vitamina D, atividade física regular e acompanhamento médico quando necessário.

Testosterona na Menopausa Emagrece?

A resposta curta é: não.

A reposição de testosterona não deve ser encarada como tratamento para emagrecimento nem como uma estratégia isolada para perda de gordura.

Entretanto, em mulheres com deficiência hormonal comprovada, a melhora da massa muscular, da disposição e do desempenho nos exercícios pode favorecer mudanças positivas na composição corporal ao longo do tempo.

Além disso, preservar massa muscular ajuda a manter um metabolismo mais ativo, o que pode contribuir indiretamente para o controle do peso.

Ainda assim, alimentação equilibrada, treinamento de força, sono adequado e controle do estresse continuam sendo os pilares para emagrecer e manter os resultados durante a menopausa.

Conclusão

A testosterona na menopausa exerce funções importantes relacionadas à força muscular, libido, disposição, saúde óssea e composição corporal. Entretanto, nem toda mulher apresenta deficiência hormonal e nem toda paciente precisa realizar reposição.

O diagnóstico deve considerar sintomas, exames laboratoriais e avaliação clínica individualizada.

Além da terapia hormonal quando indicada, fatores como alimentação, exercício físico, sono e controle do estresse continuam sendo fundamentais para uma menopausa mais saudável.

Um nutricionista com experiência em saúde da mulher pode ajudar a identificar fatores nutricionais que influenciam o equilíbrio hormonal, além de montar um plano alimentar personalizado para essa fase.

banner menopausa

A testosterona diminui na menopausa?

Sim. A produção de testosterona feminina tende a diminuir gradualmente com o envelhecimento e durante a transição para a menopausa. No entanto, essa redução varia entre as mulheres e nem sempre provoca sintomas.

Toda mulher precisa repor testosterona?

Não. A reposição é indicada apenas em situações específicas, após avaliação clínica e laboratorial. Muitas mulheres atravessam a menopausa sem necessidade desse tratamento.

Testosterona aumenta libido feminina?

Pode aumentar, principalmente em mulheres com deficiência hormonal e diminuição do desejo sexual. Porém, a libido também depende de fatores emocionais, psicológicos e do relacionamento, não apenas dos hormônios.

Testosterona causa queda de cabelo?

Pode acontecer em algumas mulheres, especialmente quando há excesso de testosterona ou maior sensibilidade genética aos hormônios androgênicos. Por isso, o tratamento deve ser sempre monitorado.

Testosterona pode aumentar acne?

Sim. Acne e aumento da oleosidade da pele são alguns dos efeitos adversos mais conhecidos quando a testosterona é utilizada em doses acima das necessidades fisiológicas.

A reposição de testosterona é segura?

Quando bem indicada, realizada com doses apropriadas e acompanhada por um profissional de saúde, a reposição costuma ser segura para mulheres selecionadas. Entretanto, como qualquer tratamento hormonal, ela exige monitoramento periódico para avaliar benefícios, possíveis efeitos adversos e necessidade de ajustes na terapia.

Sobre o Autor

Bruno Rodrigo "BR" (da Nutrição)
Bruno Rodrigo "BR" (da Nutrição)

Bruno Rodrigo "BR", quando jovem, era um "gordinho" inseguro e só queria ter a tal "barriga tanquinho". Desde então, ele vem pesquisando sobre nutrição e exercício físico há mais de 11 anos. Morou por anos no Canada e lá se profissionalizou estudando a fundo as mais avançadas estratégias nutricionais. Fundou em 2019 a "BR da Nutrição", uma empresa especializada em emagrecimento e ganho de massa muscular que tem revolucionado e transformado a vida de milhares de pessoas. Hoje, sua missão é ajudar o máximo de pessoas possível a alcançarem o corpo que desejam, o peso ideal e a máxima saúde. Para saber mais sobre sua historia, clique aqui.

0 Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

Solicitar exportação de dados

Utilize este formulário para solicitar uma cópia dos seus dados neste site.

Solicitar remoção de dados

Utilize este formulário para solicitar a remoção dos seus dados neste site.